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33 ideias de encontro no inverno, do edredom à serra

As melhores ideias de encontro no inverno combinam com o clima do dia: frio seco e geada no Sul, garoa em São Paulo, noite gelada em Minas, chuva com vento. Separamos programas para cada situação, muitos de graça, e noites em casa que não exigem cozinhar.

Equipe Twosies ·

Duas canecas e um cobertor dobrado no parapeito de uma janela embaçada, com a luz laranja do fim de tarde lá fora.

Quando está frio, chovendo e ninguém quer sair do sofá

  • Sessão da Tarde à noite. Cada um escolhe um filme que passava na TV quando era criança, e vocês sorteiam qual veem primeiro, no escuro, com o cobertor puxado pelos dois. Quem souber mais falas de cor escolhe o próximo.
  • Playlist dos quinze anos. Cada pessoa monta dez músicas de quando tinha quinze anos e toca para a outra, sem explicar antes. Só no fim vale contar a história de cada faixa.
  • Truco ou buraco valendo alguma coisa. Peguem o baralho e joguem valendo um prêmio pequeno: massagem nos pés, escolher o lado da cama, decidir o próximo encontro.
  • A chuva é o convite. Quando a chuva bate forte na janela ou no telhado, esse é o programa inteiro. Apaguem a luz da sala, deixem uma fresta aberta e fiquem escutando em silêncio.
  • O ano pelas fotos do celular. Passem as fotos de janeiro a agora, uma de cada vez, e cada um conta o que não aparece no enquadramento. Escolham juntos a foto do ano.
  • Karaokê de sala. Abram no celular ou na TV o videoclipe com letra, desliguem a luz forte e cantem o que vier, de sertanejo a pagode. A regra é não parar no meio da música.

Se a vontade for de uma noite mais longa com jantar, a coleção de noites em casa tem ideias para isso. Nada desta lista exige cozinhar.

Anna: No truco o Sam grita “seis!” com qualquer mão, até com a pior carta do baralho. Perdeu três rodadas seguidas e teve que assistir ao filme que eu escolhi. Até hoje jura que era estratégia.

Quando o frio é seco e o Sul dá o clima

  • Pinhão quentinho na rua. Comprem um saquinho de pinhão cozido na barraca da esquina e descasquem ali mesmo, com os dentes, segurando o saquinho quente para esquentar as mãos.
  • Geada de manhã cedo. Acordem antes do sol num dia de geada, vão até uma praça ou um gramado e ouçam a grama estalar sob o tênis. Olhem a fumacinha que sai da boca de vocês.
  • Chimarrão no banco da praça. Levem a cuia e a térmica e passem a cuia de mão em mão no ritmo de quem tem o dia livre. É um encontro curto, uns vinte minutos, e rende exatamente o tanto que a conversa render.
  • Quermesse em julho. Vão a uma festa julina e joguem pescaria e argola sem a menor dignidade. Mandem um correio elegante sem assinar e vejam quanto tempo leva para a outra pessoa descobrir quem foi.
  • Trilha curta na neblina. Escolham um morro ou um parque da serra, saiam cedo e caminhem quando o vale está coberto. Parem num ponto em que só dá para ver a próxima árvore e fiquem ali um minuto.
  • A praia vazia em julho. Se vocês moram perto do litoral, vão de casaco e meia grossa até a areia quando ninguém está lá. Andem na beira da água e escolham o quiosque fechado em que vocês morariam se fosse casa.

Sam: Na quermesse da paróquia mandei um correio elegante para a Anna sem assinar. Ela passou meia hora perguntando na barraca quem tinha sido, e a menina do correio me entregou na primeira insistência.

Quando vocês querem luz, barulho e gente ao redor

  • Feirinha à noite sem lista. Andem pela feira inteira sem comprar nada, depois voltem e cada um escolhe uma lembrança pequena para a outra pessoa, com um teto de vinte reais. Entreguem ali mesmo, sem embrulho.
  • Sambinha ou choro numa quinta-feira. Procurem um barzinho com música ao vivo e sentem numa mesa perto do palco, sem reservar. A música toca, e ninguém precisa falar nada por duas horas.
  • Fondue pelo ritual. Reservem uma mesa num restaurante de fondue, na serra ou na cidade, e deixem a conversa levar o tempo que quiser. O que importa é o ritmo lento e o garfo compartilhado.
  • Sessão das nove num cinema pequeno. Procurem o cinema de rua ou a sala com poucos lugares e comprem ingresso para o que estiver passando, sem ler crítica. Sentem lado a lado e dividam o braço da poltrona.
  • Um sebo aberto até tarde. Entrem depois do jantar, separem-se por vinte minutos e cada um traz um livro usado que o outro jamais pegaria sozinho. Leiam a dedicatória, se tiver.

Anna: No sebo o Sam me trouxe um guia de viagem de 1978 com uma dedicatória de uma tia para a afilhada. Lemos a dedicatória em voz alta no ônibus de volta e ficamos querendo saber se a viagem aconteceu.

Quando o orçamento é zero

  • O pedaço de sol da tarde. Às três, quando o sol de inverno finalmente aparece, sentem na calçada ou num murinho, de costas para a parede e de olhos fechados, até o sol ir embora. Sem celular.
  • Feira livre de manhã. Deem uma volta pelas barracas sem comprar nada, escolhendo a fruta mais feia e a mais bonita da estação, a mexerica ou o caqui. Provem o que o feirante oferecer.
  • As janelas acesas. Andem por uma rua do bairro quando escurece, a partir das cinco, e imaginem quem mora atrás de cada janela, como se chama e o que faz no sábado.
  • Museu no dia de entrada gratuita. Descubram qual dia da semana o museu da cidade não cobra, vão no fim da tarde e cada um leva o outro até a sala que escolheu. Fiquem lá até quem escolheu a sala contar o que viu nela.
  • Um concerto de meio-dia. Muitos centros culturais e igrejas têm apresentação gratuita de orquestra jovem, grupo vocal ou violão. Sentem no fundo e deixem a acústica fazer o resto.
  • O desafio dos dez reais. Combinem de gastar só dez reais no total em uma volta pelo centro e fazer esse valor render o máximo possível. Comparem no fim quem gastou melhor.

Quer mais ideias que não pesam no bolso? O baralho de encontros baratos tem de sobra, e a página de artigos reúne os outros guias por ocasião.

Quando dá pra dormir fora uma noite

  • Chalé com lareira na serra. Reservem um chalé em Gramado, Monte Verde ou na Serra Catarinense, cheguem ainda de dia e passem a primeira hora só cuidando do fogo. Confiram a estrada antes, porque a neblina engole a curva.
  • Águas termais no frio. Caldas Novas, Poços de Caldas ou Águas de Lindóia: entrem numa piscina de água quente enquanto o ar está gelado e o vapor sobe dos ombros. Deixem o celular no armário e fiquem de gorro.
  • O trem da neblina. Peguem o trem de Curitiba a Morretes, que desce a Serra do Mar entre nuvens baixas, e sentem do lado da janela, de manta nas pernas. Façam o passeio quase todo em silêncio, só olhando.
  • Campos do Jordão num dia de semana. Vão na terça, quando a cidade está vazia, e caminhem pela vila sem horário e sem fila. Entrem em qualquer lugar que estiver de luz acesa.
  • Camping no frio de verdade. Levem barraca boa, dois sacos de dormir de inverno e acendam uma fogueira onde for permitido. A noite é mais longa que o dia e dá tempo de conversar de tudo.

Se a ideia é ir além do inverno e pensar num passeio mais longo, o baralho de viagem de fim de semana tem mais destinos para ir de carro.

Sam: No trem para Morretes a neblina não abriu nem por um minuto. A Anna desenhou a serra no vidro embaçado com o dedo, curva por curva, e disse que a vista era aquela. Foi mesmo.

Quando uma das pessoas odeia frio

  • A estufa do jardim botânico. Caminhem pelo jardim botânico onde o ar é úmido, quente e tudo é verde. Escolham a planta mais estranha e deem um nome a ela.
  • Café colonial de tarde. Sentem numa casa de café colonial, com a mesa farta e a chaleira fumegando, e ninguém precisa cozinhar nada. Fiquem até a luz da janela mudar de cor.
  • Boliche ou fliperama. Procurem um lugar coberto, aquecido e barulhento, com pista de boliche ou máquinas antigas. Combinem de jogar até alguém perder três rodadas seguidas.
  • Piscina aquecida. Marquem uma hora numa piscina de clube ou de academia com água morna, quando está quase vazia. Nadar devagar lado a lado vale mais que correr contra o relógio.
  • Aula de forró ou samba de gafieira. Façam uma aula experimental de dança de salão, onde o salão é abafado e o corpo esquenta em dez minutos. A graça é pisar no pé um do outro e rir.

Anna: No boliche o Sam jogou a primeira bola na canaleta e anunciou que estava só aquecendo. Fez um strike na última rodada e cobrou o milk-shake que a gente tinha apostado lá no começo.

Perguntas frequentes

Quais são ideias de encontro no inverno que não custam nada?

Sentar na calçada no único pedaço de sol da tarde, passear pela feira livre sem comprar nada, olhar as janelas acesas do bairro quando escurece cedo ou ir a um concerto gratuito num centro cultural. Uma garrafa térmica de casa já resolve o resto.

O que fazer num encontro quando está chovendo e frio?

Deixem a chuva virar o programa: cobertor no sofá, uma playlist de cada um, baralho valendo massagem nos pés ou um filme da Sessão da Tarde. Se quiserem sair, vão a um lugar coberto e quentinho, como a estufa do jardim botânico, um boliche ou um café colonial.

Que roupa usar num encontro ao ar livre no frio?

Camadas que dá para tirar: uma blusa fina por baixo, um moletom no meio e um corta-vento por cima. Meia seca, tênis ou bota com sola boa, gorro e, se for para a serra, luvas. Levem um cachecol grande para dividir se o vento apertar.

Que encontro de inverno é bom para quem acabou de começar a namorar?

Escolham algo com atividade embutida e saída fácil: uma feirinha à noite, uma sessão pequena de cinema, um sambinha ao vivo. Sempre há o que comentar, ninguém fica caçando assunto e dá para ir embora quando o frio vencer.

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