twosies

35 ideias de encontro de Natal e Réveillon para noites de calor

Estas ideias de encontro de Natal são para o verão brasileiro: ceia à meia-noite, ventilador ligado, chuva no fim da tarde e praia. Estão separadas por situação: o dia 24 em casa, as luzes da cidade, o casal espremido entre duas ceias, presentes sem mais um kit de sabonete, pouco dinheiro e o Réveillon a dois.

Equipe Twosies ·

Um ventilador, uma fatia de panetone e duas taças numa varanda numa noite de verão, com luzinhas de Natal acesas ao fundo.

Quando a noite do dia 24 é só de vocês

  • Varanda dividida ao meio. Cada um enfeita metade da varanda ou da janela com um pisca-pisca e vinte reais. O resto sai das gavetas: tampinha, fita de presente do ano passado, papel-alumínio, folha de costela-de-adão. Às dez, desçam até a calçada e julguem lá de baixo, do jeito que os vizinhos vão ver.
  • Ceia de padaria. Cada um vai sozinho à padaria ou ao mercado com quarenta reais e compra três coisas para a ceia, sem combinar nada com o outro. Às onze, montem tudo numa tábua na mesa de centro: o que repetiu, o que ninguém esperava, a rabanada pronta. Ninguém liga o fogão no dia mais quente do ano.
  • Duelo de “Então é Natal”. Cada um tem dez minutos para achar a versão mais improvável da música: forró, rock pesado, sertanejo, coro infantil desafinado no YouTube. Toquem uma de cada vez, sem dizer de quem é qual, e votem. Quem perder canta a original inteira, de pé.
  • Bingo dos comerciais de Natal. Antes da novela, desenhem duas cartelas com: Papai Noel de bermuda, família sorrindo numa mesa farta, panetone caindo em câmera lenta, neve falsa num país tropical. Marquem nos intervalos. Quem completar a linha escolhe o filme de amanhã.
  • Piscina de plástico na laje. Encham uma piscina infantil com a mangueira à tarde, no quintal ou na laje, e esperem escurecer. À noite, sentem dentro com a água pela cintura, o pisca-pisca piscando e duas taças na borda. É o encontro mais fresco que dezembro permite.
  • Missa do galo e a volta a pé. Mesmo que vocês não sejam de igreja, vão à missa do galo na paróquia mais perto (confiram o horário, muitas adiantaram para as dez) e voltem andando pela rua quente, com cheiro de ceia saindo das janelas e música de cada casa.

Se a conversa precisar de um empurrão, as perguntas para conhecer alguém ainda surpreendem quem já está junto há anos. E se vocês quiserem mesmo cozinhar, o baralho de jantar romântico em casa cuida disso.

Anna: O Sam encheu a piscininha às quatro da tarde e às dez a água estava morna como banho. A gente ficou lá dentro até meia-noite e meia, e a vizinha de cima mandou um pedaço de panetone num prato.

Quando vocês querem ver as luzes da cidade sem multidão

  • Caça aos presépios. Passem por igrejas, praças, vitrines de padaria e portarias de prédio e deem nota a cada presépio: mais bichos, Rei Mago mais estranho, Menino Jesus mais fora de proporção. Escolham o campeão antes de chegar em casa.
  • Pedalada noturna pelas luzes. Depois das dez, quando o asfalto esfriou, peguem duas bicicletas, as de vocês ou as compartilhadas, e pedalem devagar pela orla, pelo parque ou pela avenida enfeitada. Parem onde quiserem, sem rota.
  • Orla depois das onze. Andem pelo calçadão de chinelo, com a brisa do mar e as luzinhas presas nos postes, e parem num quiosque para dividir uma água de coco. Quem mora longe da praia faz o mesmo na beira do lago ou do rio da cidade.
  • Vitrines do shopping na última meia hora. Em dezembro muitos fecham só às onze ou à meia-noite: entrem meia hora antes, quando o shopping finalmente esvazia e o ar-condicionado vale como presente. Em cada vitrine, cada um aponta o que daria para o outro se dinheiro não fosse problema. Ninguém compra nada.
  • As luzes vistas da água. Nas cidades com travessia de barca ou balsa, como entre o Rio e Niterói, peguem uma das últimas viagens da noite e fiquem do lado de fora. A cidade acesa vai ficando para trás e o vento resolve o calor.

Sam: A gente achou um presépio numa borracharia com um pato de borracha no lugar do boi. Ganhou de todos os das igrejas, sem discussão.

Quando tem duas ceias e sobra só o intervalo entre elas

  • O trajeto entre as ceias. Se a ceia de uma família é às nove e a da outra à meia-noite, o carro entre as duas é de vocês. Parem meia hora numa padaria 24 horas, comam um pão de queijo em pé no balcão e só depois sigam viagem.
  • Ir buscar gelo. Em toda ceia o gelo acaba, e alguém precisa ir até o posto. Levantem a mão juntos. São vinte minutos de janela aberta, rádio ligado e nenhum parente perguntando quando vem o casamento.
  • Presentes no carro, com o ar ligado. Antes de subir para o apartamento da outra família, troquem os presentes de vocês dentro do carro, ainda na rua, com o ar-condicionado no máximo. Ninguém assiste e ninguém pergunta quanto custou.
  • A manhã do dia 25 antes do almoço. Depois da ceia todo mundo dorme até tarde. Levantem às sete, saiam sem acordar ninguém e vão à praia, à praça ou à padaria da esquina com a cidade ainda vazia. Voltem a tempo do almoço com o que sobrou da ceia.

Anna: Na casa da minha avó, ir buscar gelo virou código. Todo ano a gente se oferece, e todo ano o gelo demora quarenta minutos para chegar.

Quando vocês trocam presentes e ninguém aguenta mais kit de sabonete

  • Vinte reais na loja de variedades. Cada um entra com vinte reais e vinte minutos numa lojinha de R$ 1,99. O presente tem que ser muito útil ou muito ridículo, e quem dá precisa explicar a escolha numa frase só.
  • Um dia das férias já marcado. Em vez de um objeto, deem um dia de janeiro com tudo definido: data, hora, lugar, que roupa levar. Coloquem nos dois celulares antes de entregar, para não ficar só na promessa.
  • Um presente que cabe numa caixa de fósforo. A regra é uma só: tudo tem que caber numa caixinha de fósforo. Uma cópia de chave, uma semente, um anel de tampinha, um bilhete dobrado oito vezes. A graça está na engenharia.
  • Adotar juntos uma cartinha. Em muitas cidades existem campanhas de cartinhas de crianças para o Papai Noel (a dos Correios é a mais conhecida). Vejam se há uma aberta perto de vocês e até quando dá para entregar, escolham uma carta juntos e passem um sábado comprando o que a criança pediu.
  • Uma muda para plantar no dia 25. Deem uma muda de pitanga, de acerola ou de manjericão e plantem juntos na manhã de Natal, no quintal ou num vaso grande. Em boa parte do país dezembro é mês de chuva, a muda pega, e daqui a um tempo tem fruta (ou manjericão para o macarrão).

Para os pequenos carinhos de qualquer dia do ano, não só em dezembro, existe o baralho de surpresas para o namorado.

Quando o décimo terceiro já foi embora

  • A cidade vazia no dia 1º de manhã. Saiam a pé às nove da manhã do primeiro dia do ano, quando a cidade parece abandonada: lojas fechadas, ruas sem carro, resto de fogos no chão. Andem pelo meio de uma avenida e contem quantos lugares estão abertos.
  • Uma cantata de Natal de graça. Em dezembro, muitas igrejas, praças e escadarias de prédios antigos recebem cantatas gratuitas. Escolham uma, fiquem lá no fundo, de mãos dadas, e vão embora quando der vontade.
  • Degustação às cegas de panetone. Comprem os três panetones ou chocotones mais baratos do mercado, cubram as caixas com papel e cortem uma fatia de cada. Deem nota para massa, frutas e chocolate. Quem errar a marca do favorito lava a louça.
  • Duas cadeiras na calçada. Como no interior, levem duas cadeiras para a calçada depois das nove, quando o calor sai do asfalto. Cumprimentem quem passa, comentem as luzes da casa da frente e fiquem até a rua esvaziar.
  • Picolé na praça, um sabor cada. Comprem dois picolés no carrinho, troquem na metade e deem nota. Repitam toda noite até o Réveillon, com sabores diferentes, e no dia 31 vocês terão o ranking do verão.

Mais encontros sem gastar estão no baralho de encontros baratos, e outras listas estão nos nossos artigos.

Réveillon a dois, sem festa

  • As sete ondas feitas direito. De roupa branca, entrem no mar até os joelhos na hora da virada e pulem sete ondas, um pedido em cada uma, alternando quem pede. Levem uma flor branca para deixar na água. Sem praia por perto, vale a mangueira no quintal e sete pulos sobre o jato.
  • A roupa branca escolhida pelo outro. Cada um monta o look de Réveillon do outro, só com o que já está no armário, e escolhe também a cor da roupa de baixo pela simpatia: amarelo para dinheiro, vermelho para paixão, verde para saúde. A entrega é às dez, sem direito a troca.
  • Quiz do ano antes da contagem. Cada um prepara dez perguntas sobre o ano de vocês dois: em que mês foi a briga por causa do ar-condicionado, qual série vocês largaram no meio. Se faltar ideia, as perguntas para casal responder servem de aquecimento.
  • O lugar da virada escolhido de dia. No dia 30, escolham onde vão estar à meia-noite: a laje, um mirante, um trecho de areia longe da queima principal. Vejam como chegar e voltar, e tenham um plano B a dez minutos de casa se estiver lotado.
  • Réveillon em quatro fusos do Brasil. O ano chega primeiro a Fernando de Noronha, às onze da noite pelo horário de Brasília; depois a Brasília, à meia-noite; a Manaus, à uma; e ao Acre, às duas. Brindem a cada virada com um gole só, e decidam qual fuso foi o mais bonito.
  • Nota para os fogos dos vizinhos. Se vocês não têm vista para a queima grande, subam na laje ou no terraço do prédio e deem nota aos fogos da rua: o mais longo, o mais caro, o mais desastrado, o que disparou às onze e cinquenta por engano.

Sam: A Anna escolheu para mim uma bermuda branca de 2019 e uma cueca amarela. Eu escolhi para ela um vestido que nem servia mais. A gente trocou na hora, rindo, e virou o ano assim mesmo.

Quando dá para dormir fora uma noite

  • Réveillon na praia, reservado com meses de antecedência. Pousadas do litoral costumam vender pacote de Réveillon com mínimo de diárias e preço bem acima de um fim de semana comum. Reservem ainda no meio do ano, ou procurem a praia vizinha da famosa, que costuma ter vaga e o mesmo céu na virada.
  • A semana morta entre o Natal e o Réveillon. Do dia 26 ao 29, a cidade de praia respira entre uma lotação e outra. Uma ou duas noites nesse intervalo muitas vezes saem bem mais baratas que a semana da virada, e a areia ainda tem espaço para a toalha.
  • Subir a serra para fugir do calor. Escolham a cidade de serra mais perto de vocês, onde a noite de dezembro pede uma blusa leve, e durmam lá uma noite entre as festas. Jantem na varanda da pousada ouvindo os grilos, sem ventilador.
  • Pousada de cachoeira no dia 1º. Cheguem na tarde do primeiro dia do ano, quando os hóspedes do Réveillon estão indo embora, e reservem só uma noite. O primeiro banho de cachoeira do ano cura qualquer ressaca.

O frio de verdade, com lareira e serra, fica para junho e julho, nas ideias de encontro no inverno. Para mais destinos, há o baralho de viagem de fim de semana a dois.

Perguntas frequentes

O que fazer no Natal a dois sem gastar muito?

Façam uma degustação às cegas dos panetones mais baratos do mercado, levem duas cadeiras para a calçada depois das nove, procurem uma cantata gratuita numa praça ou igreja e andem pela cidade vazia na manhã do dia 25. Quase tudo isso custa pouco ou nada.

Como passar o Réveillon a dois em casa?

Escolham a roupa branca um do outro, montem um quiz sobre o ano de vocês e brindem à meia-noite de cada fuso do Brasil, de Noronha ao Acre. Na hora da virada, subam na laje e deem nota para os fogos dos vizinhos.

Que ideia de encontro de Natal funciona no calor?

As que acontecem depois que o sol vai embora ou perto da água: piscina de plástico na laje, pedalada pela orla iluminada depois das dez, travessia de barca para ver a cidade acesa, picolé na praça. Deixem o meio da tarde para o ventilador e o cochilo.

Como encaixar um encontro entre as ceias das duas famílias?

Usem os intervalos que já existem. O trajeto de uma ceia para a outra pode ter meia hora numa padaria 24 horas, a ida para buscar gelo pode ser a dois, e os presentes podem ser trocados no carro antes de subir. A manhã do dia 25 costuma ficar livre.

Leia também