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30 ideias para aniversário de namoro, do primeiro ano aos dez

Estas ideias para aniversário de namoro vão por tempo juntos: primeiro ano, dois a quatro, cinco, dez ou mais, e o dia em que cada um está numa cidade. Vale contar do pedido de namoro; o mesversário é outra conversa. Nada de jantar elaborado em casa, e boa parte não custa quase nada.

Equipe Twosies ·

Uma caixa de sapato sobre uma mesa de madeira, com ingressos, uma folha seca e duas mãos alcançando a mesma foto, luz quente de fim de tarde.

O primeiro ano, contado a partir do pedido

  • O pedido, contado pelo outro. Escolham uma mesa de calçada num barzinho e peçam uma porção para dividir. Cada um conta o pedido de namoro como se fosse o outro, em primeira pessoa e com os pensamentos de dentro da cabeça: o nervosismo, a frase ensaiada que saiu torta, o que achou da resposta. Quem errar um detalhe paga a próxima rodada. Vocês vão descobrir que o pedido teve duas versões.
  • Um cordel do primeiro ano. Papel é o material das bodas do primeiro ano, então escrevam um folheto de cordel sobre o namoro. Uma folha A4 dobrada em quatro, estrofes de seis versos, uma estrofe para cada três meses de namoro. Rima pobre vale, rima forçada vale mais. A capa leva um desenho feito à caneta imitando xilogravura. Leiam em voz alta, com sotaque de feira, e pendurem o folheto num barbante na parede.
  • Todos os mesversários de uma vez. Façam a lista dos meses em que o mesversário passou em branco: o mês da mudança, o mês da prova, o mês em que os dois esqueceram. Passem na padaria e comprem um brigadeiro para cada um desses meses. Em casa, uma vela de aniversário em cada doce e um minuto para lembrar o que aconteceu naquele mês. O ano fecha sem dívida.
  • Primeira impressão com nota. Num cartãozinho, cada um escreve o que pensou nos primeiros dez minutos em que se viram: a roupa, o jeito de falar, a coisa que pareceu meio estranha. Troquem os cartões e deem nota a cada linha: verdade, meia verdade, nada a ver. Guardem os dois dentro da capinha do celular. Ficam mais engraçados a cada ano.
  • A versão do cupido. Chamem para um chope o amigo ou a amiga que apresentou vocês, ou quem ficou sabendo primeiro do pedido. A regra: essa pessoa conta como vocês se conheceram, do começo ao fim, sem ajuda. Vocês só podem corrigir depois. Anotem a versão do cupido num guardanapo e guardem junto com as fotos.

Anna: No cordel, eu rimei “acha” com “bolacha”. O Sam tentou explicar que o certo é biscoito. Perdeu a rima e a discussão.

De dois a quatro anos, quando a rotina já tem nome

  • O pastel de sempre. Toda rotina tem um lugar fixo: a barraca de pastel da feira de domingo, o barzinho onde o garçom já sabe o pedido, a padaria do pão na chapa. No dia, vão lá, peçam o de sempre e deixem um agradecimento: um cartão assinado pelos dois, uma caixa de bombom para quem atende, uma gorjeta maior. Peçam para alguém de lá tirar a foto de vocês.
  • Show de graça na praça. Toda cidade tem a sua agenda de shows gratuitos: a concha acústica do parque, o palco montado na praça no fim de semana, a banda da prefeitura no coreto. Olhem a programação da semana do aniversário e escolham um show de um artista que nenhum dos dois ouve. Levem uma canga para sentar na grama e fiquem até o bis. Na saída, cada um diz que música ficou na cabeça.
  • A mesma foto, anos depois. Achem uma foto antiga dos dois, do primeiro ano, com lugar e pose bem marcados. Voltem lá e refaçam: o mesmo ângulo, o mesmo canto, a mesma camiseta se ainda servir. Imprimam as duas lado a lado no mesmo porta-retrato. A cada aniversário, entra mais uma.
  • O álbum da rotina. Na semana anterior, cada um fotografa dez momentos bem sem graça da vida a dois: as duas escovas no mesmo copo, a fila do mercado, o café passado às sete, a disputa pelo controle remoto. No dia, revelem as vinte fotos numa máquina de shopping e montem um álbum de bolso, com a data na capa. A rotina que parecia invisível cabe inteira numa mão.
  • No Sesc, o programa que nenhum dos dois escolheria. Abram a programação do Sesc ou do centro cultural mais perto e escolham de propósito o que não tem a cara de vocês: dança contemporânea, um sarau, um concerto de música de câmara, uma oficina de bordado. Ingresso costuma ser barato ou gratuito. Saiam de lá e deem nota no caminho para casa.

Para mais programas que não dependem de data no calendário, o baralho de ideias de date tem mais trinta para escolher.

Cinco anos: hora de olhar para trás de propósito

  • Entrevista em vídeo. Apoiem o celular numa pilha de livros e revezem como entrevistadores: dez perguntas para cada um, quinze a vinte minutos por pessoa. Perguntem sobre o mês mais difícil, a melhor surpresa, onde vão estar morando daqui a cinco anos. Salvem os arquivos numa pasta chamada “10 anos” e só abram lá.
  • Todos os endereços de vocês. Listem todos os endereços desses cinco anos: a república, a quitinete do começo, o apê de um, o apê do outro, a casa de agora. Num sábado, passem por todos, na ordem, de carro, de ônibus ou a pé. Em cada porta, uma foto dos dois e uma história que só aconteceu ali. Termina onde vocês moram hoje, com a última foto na calçada.
  • Cinco anos, cinco perguntas. Cada um anota cinco coisas sobre o outro que percebe que não sabe: o primeiro show, o que queria ser aos doze anos, o nome do melhor amigo de infância. Façam as perguntas no barzinho e anotem as respostas no celular. Para ir além, há uma lista inteira de perguntas para o parceiro.
  • Caricatura na feira. Vão à feira de artesanato do domingo, com calma, e sentem juntos na cadeira do caricaturista. Peçam o desenho dos dois com um detalhe dos cinco anos: o cachorro, a bicicleta, a mania de óculos na cabeça. Enquanto ele desenha, contem para ele como se conheceram. A caricatura vai para a parede da sala, com a data atrás.
  • O Oscar dos cinco anos. Cada um prepara cinco categorias em cartões: melhor viagem, pior corte de cabelo, briga mais boba, melhor presente, momento mais vergonhoso. Escrevam os vencedores em envelopes fechados, comprem duas estatuetas douradas numa loja de R$ 1,99 e façam a cerimônia na sala, com discurso de agradecimento obrigatório. Quem chorar no discurso ganha um prêmio extra.

Sam: O caricaturista desenhou a Anna com a garrafinha d’água que ela leva para todo lugar. Ela ficou ofendida. Depois pendurou na entrada de casa.

Dez anos ou mais

  • Um quilômetro por ano de namoro. Tracem dez quilômetros pela orla, pelo parque ou pela beira do rio. A cada quilômetro, parem e falem de um ano: uma coisa que aconteceu, uma coisa que os dois tinham esquecido. Água de coco na metade do caminho. Se chover, dividam em duas caminhadas, uma de manhã e outra no fim da tarde.
  • A festa que vocês nunca deram. Dez anos merecem uma festa, com ou sem casamento no meio. Reservem os fundos de um boteco ou um salão de festas do prédio de um amigo, chamem quem esteve nos dez anos e contratem um DJ ou um trio de forró. Sem discursos, sem bolo de três andares: só música, gente e uma foto de todo mundo junto às onze da noite.
  • Um dia sem filhos e sem plano. Combinem com os avós ou com a babá com três semanas de antecedência: das nove da manhã às nove da noite. A única regra é que na primeira hora vocês não fazem nada. Sem mercado, sem plano, sem falar das crianças. Depois decidam uma hora de cada vez. Sem filhos, o mesmo dia funciona com celular desligado e agenda vazia.
  • Uma tatuagem pequena, decidida no dia. Nada de nome do outro. Um traço fino e pequeno que só os dois entendem: a data em números romanos, a coordenada da cidade onde se conheceram, o contorno de um objeto da casa. Marquem num estúdio e decidam o desenho na mesa do bar, uma hora antes. Quem não tatua pode furar a orelha junto.
  • Uma carta para o casal do começo. Cada um escreve uma carta para os dois de dez anos atrás: o que avisaria, o que mandaria não levar a sério, a briga que não valia a pena. Leiam em voz alta na mesma noite, um de cada vez. Guardem as duas no mesmo envelope, com o ano escrito na frente.

Em casa, com o fogão desligado

  • O último capítulo da novela de vocês. Escrevam juntos o roteiro do capítulo final da novela do namoro: o mal-entendido, a sogra, a revelação no aeroporto. Dez minutos de cena, trilha dramática tocando no celular, close no rosto de quem chora. Gravem com o celular apoiado na estante e assistam à estreia no sofá, com pipoca de saquinho comprada pronta.
  • O VAR do ano. Separem três lances polêmicos do ano: quem perdeu o controle remoto, se o sofá é cinza ou bege, quem disse o nome do restaurante errado durante seis meses. Cada lance é revisto no VAR: cada lado tem dois minutos para defender sua versão, e o árbitro é o cachorro ou um amigo por vídeo. A decisão final vai num post-it na geladeira.
  • O leilão de favores. Cada um escreve em papeizinhos cinco favores que topa fazer no próximo ano: um mês lavando a louça, uma massagem de meia hora, buscar no aeroporto de madrugada. Separem o dinheiro de um jogo de tabuleiro, cada um com o mesmo valor, e leiloem os favores do outro, um por um, com martelo de colher de pau. Os papeizinhos arrematados vão para um pote na estante.
  • Uma tela pintada a quatro mãos. Comprem uma tela média e tinta acrílica na papelaria. Cada um começa uma metade, e a cada dez minutos vocês trocam de lado e continuam o que o outro pintou. Ninguém pode apagar. Depois de uma hora, assinem os dois no canto e decidam juntos o nome do quadro.
  • As bodas do ano, feitas à mão. Cada aniversário tem o seu material: algodão no segundo ano, couro no terceiro, madeira no quinto, estanho no décimo. Façam juntos um objeto com o de vocês: as iniciais bordadas numa fronha de algodão, um chaveiro de couro de kit, uma prateleira pequena lixada e envernizada, uma lanterna de lata furada com prego. Acendam a lanterna quando terminarem.

O Dia dos Namorados de 12 de junho é outra data, com outra lista: as ideias para o Dia dos Namorados. E, se o aniversário cair nos meses frios, as ideias de encontro no inverno servem para as noites de julho.

Anna: No VAR do ano, o cachorro deu ganho de causa para o Sam. Desconfio de suborno com petisco.

Quando vocês estão longe no dia

  • Um encontro no meio do caminho. Se a distância é de ônibus, abram o mapa e achem a cidade que fica mais ou menos no meio. Cada um pega o ônibus cedo, e o ponto de encontro é a rodoviária de lá. Um dia inteiro numa cidade que não é de nenhum dos dois: a praça da matriz, o almoço por quilo, o sorvete da esquina. À noite, cada um volta para a sua.
  • O mapa de memória. Cada um pega uma folha em branco e desenha de cabeça, sem abrir o mapa do celular, o mapa do namoro: onde se conheceram, o primeiro beijo, o bar de sempre, a casa de cada um. Meia hora, cronômetro ligado. Mostrem os dois mapas para a câmera ao mesmo tempo e vejam o que cada um esqueceu e o que só um lembrava.
  • O açaí que chega na porta. Na hora combinada, cada um pede pelo app de entrega o pedido preferido do outro, na cidade do outro: o açaí com granola e leite em pó, o pastel de queijo, a coxinha da esquina. O entregador toca a campainha, e vocês comem juntos por chamada de vídeo. Quem acertar a combinação ganha.
  • Serenata por áudio à meia-noite. Cada um grava a música de vocês no celular, cantando de verdade, desafinado mesmo, com violão se houver. Agendem para mandar à meia-noite em ponto do dia do aniversário. Nada de ensaiar mais de duas vezes. Os áudios ficam salvos na conversa, e vocês vão ouvir de novo no ano que vem.
  • Um segundo de cada mês. Cada um monta no celular um vídeo com um segundo de cada mês do namoro, tirado da galeria, na ordem: o primeiro mês, a mudança, a viagem, o dia comum que acabou ficando. Não mostrem antes. À meia-noite, liguem a chamada, deem o play juntos e assistam aos dois, um depois do outro.

Para os outros dias longe, há mais ideias de encontro virtual, e para jogar algo juntos por vídeo, os jogos para namoro a distância foram feitos para isso. Mais listas de encontros por situação estão nos nossos artigos.

Sam: A Anna estava em Recife, eu em Curitiba. Mandei açaí para ela, ela me mandou coxinha. Os dois entregadores chegaram no mesmo minuto.

Perguntas frequentes

O que fazer no aniversário de namoro com pouco dinheiro?

Quase tudo daqui custa pouco: um cordel do primeiro ano escrito à mão, uma caminhada pela orla com uma parada por ano, um capítulo de novela de vocês gravado no celular, um show de graça na praça. Gastem com uma coisa só, como uma caricatura na feira ou a revelação das fotos da rotina.

O que fazer no primeiro aniversário de namoro?

Olhem para o primeiro ano com humor. Cada um conta o pedido de namoro como se fosse o outro, deem nota para a primeira impressão que tiveram, celebrem de uma vez todos os mesversários que passaram em branco ou escrevam um cordel de papel, que é o material das bodas do primeiro ano.

Como comemorar o aniversário de namoro a distância?

Façam algo ao mesmo tempo: mandem pelo app de entrega o açaí favorito do outro na hora combinada, gravem uma serenata para a meia-noite ou desenhem de memória o mapa do namoro. Se a distância for de ônibus, marquem o dia numa cidade no meio do caminho.

Qual é uma boa ideia para cinco ou dez anos juntos?

Com cinco anos, gravem uma entrevista em vídeo um com o outro e guardem até os dez, ou passem por todos os endereços onde já moraram. Com dez, caminhem um quilômetro por ano de namoro, deem a festa que nunca deram ou escrevam uma carta para o casal do começo.

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