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35 ideias para o Dia dos Namorados de 12 de junho, sem reserva e sem gastar muito

Estas ideias para o Dia dos Namorados partem do calendário brasileiro: 12 de junho, véspera de Santo Antônio, em plena época de festa junina e começo do inverno, com restaurante lotado. A lista vai por situação: em casa sem reserva, sem dinheiro, no meio da semana, namoro de anos ou o primeiro de vocês. Quase tudo cabe numa noite.

Equipe Twosies ·

Duas canecas de barro com quentão e canela, um cobertor de lã e uma bandeirinha de papel numa varanda, na luz laranja do fim de tarde.

Em casa, sem reserva e sem fogão

  • Arraiá para dois na varanda. Pendurem um varal de bandeirinhas recortadas de revista ou papel de seda, comprem paçoca, pé de moleque e amendoim na padaria e coloquem uma lanterna ou um pisca-pisca laranja dentro de uma lata no lugar da fogueira. Cada um vem de camisa xadrez e chapéu de palha improvisado. Ninguém cozinha nada, e a festa cabe numa varanda ou num canto da sala.
  • A barraca da cartomante na sala. Um lenço na cabeça, uma vela de LED e a palma da mão do outro aberta na mesa. A “cartomante” lê o futuro do casal com toda a seriedade: quantas brigas pelo controle remoto vêm aí, qual viagem sai primeiro, quem lava a louça em 2030. Depois troquem de lugar e comparem as profecias.
  • Uma música pedida na rádio. Procurem um programa de rádio da cidade que aceite pedidos à noite e mandem uma mensagem com o nome de vocês e a música que tocava no começo do namoro. Liguem o rádio de verdade e fiquem esperando no sofá, debaixo do cobertor. Se não tocar, o suspense já valeu a noite.
  • Desfile do moletom mais velho. Cada um tira do armário o moletom ou a blusa de lã mais antiga que ainda tem e desfila pelo corredor contando a história da peça: onde comprou, em que inverno, quem já pegou emprestado e nunca devolveu. O outro dá nota de 0 a 10, e a peça vencedora vira o agasalho oficial do casal até agosto.
  • O museu de nós dois. Cinco objetos de cada um, espalhados pela casa, que contam um pedaço da história: o ingresso do show, a chave reserva, o copo da primeira viagem. Etiquetas de fita crepe escritas à caneta, tudo enfileirado na estante, e uma visita guiada com voz de audioguia.
  • A primeira mensagem do WhatsApp. Rolem a conversa até o começo e leiam a primeira mensagem em voz alta. Depois continuem, um de cada vez, com as vinte seguintes, com voz de dublagem de novela mexicana. Parem na primeira piada que ainda faz os dois rirem.

Se a vontade for cozinhar um jantar de verdade, a coleção de jantar romântico em casa cuida disso. E, como junho é inverno por aqui, as ideias de encontro no inverno servem para as noites frias que vêm depois do dia 12.

Anna: O Sam disse que festa junina sem fogueira não vale. Pus uma lanterna dentro de uma lata de leite em pó, ele pulou por cima três vezes e quase derrubou a paçoca.

Quando o dinheiro acabou antes do dia 12

  • Ensaio de quadrilha na praça. Em junho, grupos de quadrilha ensaiam à noite em quadras de escola, praças e ginásios. Perguntem no grupo do bairro onde tem ensaio aberto, levem uma garrafa térmica de café e sentem na arquibancada. Escolham o casal de noivos favorito e torçam por ele como se fosse final de campeonato.
  • Conserto com a furadeira do vizinho. A prateleira torta, a porta do armário que não fecha, a bicicleta de pneu murcho desde o carnaval. Peguem a furadeira emprestada do vizinho, coloquem uma playlist e consertem juntos. Escrevam as iniciais e a data num canto que ninguém vai ver.
  • Unha feita pelo outro. Cada um faz a unha do outro: lixa, um cuidado com a cutícula e o esmalte da cor que o outro escolher, sem direito a veto. Quem nunca pegou num vidrinho de esmalte vai fazer a obra mais torta da vida, e é exatamente essa que fica até a semana seguinte como lembrança.
  • Desapego que paga o pastel. Escolham três coisas paradas em casa (a sanduicheira que ninguém usa, um tênis, um videogame antigo) e anunciem no grupo do prédio ou da família. O que vender paga o pastel e o caldo de cana do domingo na feira. Se nada vender, doem tudo e vão à feira mesmo assim.
  • Doar sangue no Junho Vermelho. Em junho, muitos hemocentros fazem a campanha Junho Vermelho (o dia 14 é o Dia Mundial do Doador de Sangue), e doar juntos é um programa estranho e bonito: vocês ficam lado a lado nas poltronas, apertam a bolinha no mesmo ritmo e ganham o lanche no final. Confiram antes, no site do hemocentro, quem pode doar e se precisa agendar.

Para mais programas que quase não custam nada, o baralho de encontros baratos tem de sobra.

Sam: A Anna escolheu esmalte verde-limão pra mim. Fui trabalhar assim no dia 13, e três colegas perguntaram onde eu tinha feito.

Quando o dia 12 cai no meio da semana

  • Pão na chapa no balcão às sete. Encontrem-se na padaria antes do trabalho, de pé no balcão: pão na chapa, café com leite e um suco de laranja para dividir. Quinze minutos, e o encontro do dia 12 já aconteceu. A noite fica livre para o cansaço.
  • Cinema na hora do almoço. Sessão das 13h num dia de semana, sala quase vazia, pipoca dividida. Combinem no trabalho uma hora a mais de almoço e voltem com cheiro de pipoca. Escolham o filme pelo horário, não pela crítica.
  • Caldinho no balcão do boteco. Na saída do trabalho, antes da hora do rush, sentem no balcão do boteco da esquina e peçam um caldinho de feijão para cada um e uma porção para dividir. Uma hora, conta pequena, e vocês chegam em casa antes das oito.
  • A mesa das dez e meia. Quem não reservou pode chegar depois que o movimento acaba, lá pelas dez e meia, quando a fila da porta sumiu. Peçam só a sobremesa e um café cada. Duas colheres, um prato, e em casa antes da meia-noite.
  • Escalda-pés depois do expediente. Uma bacia para cada um, água quente, sal grosso e uns raminhos de alecrim, os dois sentados lado a lado no sofá. Vinte minutos de pé de molho e a conversa do dia sai sozinha. Para fechar, meias grossas e cama cedo.
  • Comemorar no dia 13, de propósito. Se o 12 cair no meio da semana, combinem antes: a comemoração é no dia 13, dia de Santo Antônio, ou no sábado seguinte. Restaurante mais vazio, preço normal, quase ninguém esperando mesa. Coloquem no calendário dos dois, com horário, para virar plano e não adiamento.

Para quem namora há anos

  • Casamento caipira só de vocês dois. Chapéu de palha, sardas pintadas com lápis de olho e um “padre” que é a almofada do sofá com um pano de prato como estola. Escrevam votos caipiras de brincadeira, com promessas que dê para cumprir: “juro nunca mais acabar com o café sem avisar”. Se um amigo topar ser o padre, melhor ainda.
  • Desconhecidos no boteco. Combinem os personagens antes de sair: nome, profissão, um segredo. Cheguem com dez minutos de diferença e sentem em pontas opostas do balcão. Um puxa conversa. Fiquem no papel pelo menos até a primeira cerveja, ou a noite toda, se estiver bom.
  • A busca por “um dia a gente”. Abram a conversa do casal e procurem na lupa por “um dia a gente” e “a gente devia”. Leiam em voz alta tudo o que vocês prometeram fazer e nunca fizeram. Escolham o mais antigo e marquem data ainda neste mês.
  • A rotina trocada. Por uma noite, cada um faz a rotina de fim de dia do outro: quem tranca a porta, quem tira o lixo, quem escolhe a série, quem dorme do lado da janela. Vocês vão descobrir umas vinte tarefinhas que nem sabiam que o outro fazia.
  • O contrato das pequenas brigas. Listem as três brigas que sempre voltam: a toalha molhada na cama, a temperatura do chuveiro, a última fatia que some da geladeira. Escrevam um contrato com cláusulas numeradas, letras miúdas e duas assinaturas. Colem na geladeira com um ímã.
  • Um pede pelo outro. Numa lanchonete ou numa pastelaria, cada um faz o pedido do outro sem perguntar nada: sabor, bebida, molho. Quem acertar escolhe o próximo filme. Depois de anos juntos, errar também conta como descoberta.

Para o fim do ano, quando o calor volta, tem a lista de ideias de encontro de Natal.

Sam: Nossa vizinha de cima foi a madrinha do casamento caipira. Ela trouxe arroz cru pra jogar, e a gente achou grão no tapete até o Natal.

No primeiro Dia dos Namorados de vocês

  • Combinem o tamanho da comemoração antes. Até o dia 5 de junho, cada um fala um número e uma palavra: quanto vamos gastar e se a noite é “agitada” ou “tranquila”. Isso evita o pior do primeiro Dia dos Namorados: um aparece com buquê e mesa reservada, o outro com uma caixa de bombom.
  • Presente com cara de São João. A regra do ano: o presente precisa ter alguma coisa de festa junina. Um chapéu de palha bordado, uma camisa xadrez, uma lata de paçoca com o nome da pessoa, um santinho de Santo Antônio de brincadeira. É barato, é engraçado e tira o peso do “quanto vale esse presente”.
  • A figurinha mais brega. Cada um procura a figurinha de “Feliz Dia dos Namorados” mais brega que existir, com brilho, coração pulsando e frase de efeito. Mandem ao mesmo tempo, às 20h em ponto, e votem na mais brega. Quem mandou a menos brega paga o pastel da semana.
  • A primeira foto impressa. Escolham juntos uma foto dos dois, imprimam numa papelaria ou numa máquina de revelação e comprem um porta-retrato barato. Decidam juntos em que casa ela vai ficar. É a forma mais tranquila de dizer “agora a gente é um casal” sem discurso.
  • Postar ou não postar. Conversem antes: vai ter foto nos stories? Se for, escolham a foto juntos e escrevam a legenda a quatro mãos, com direito a veto. Parece bobagem, mas evita a cena clássica do dia 13: um postou um textão, o outro só curtiu.
  • O arraiá da família de um dos dois. Se a família de alguém faz festa junina, aproveitem para a apresentação: tem barulho, comida, fogueira, e ninguém fica olhando só para o casal novo. Combinem antes um sinal para ir embora e um horário de saída.

Para os pequenos carinhos de qualquer dia comum, as surpresas para namorado estão no baralho.

Anna: No nosso primeiro 12 de junho, o Sam me deu um Santo Antônio de gesso de cabeça pra baixo, “pra garantir”. Está na minha estante até hoje.

Para sair de casa sem cair num restaurante lotado

  • O pãozinho de Santo Antônio. No dia 13, muitas igrejas de Santo Antônio distribuem o pãozinho bento. Vão juntos buscar o de vocês, mesmo sem ficar para a missa, e guardem na lata de mantimentos, como diz a tradição popular, para nunca faltar pão em casa. Vale conferir o horário na paróquia: costuma ter fila. Na volta, um café na padaria do lado da igreja.
  • Pedalinho no lago do parque. Num sábado de sol fraco de junho, aluguem um pedalinho de cisne, pedalem até o meio do lago e parem. Meia hora sem celular, só o barulho da água. Na volta, pipoca do carrinho e um banco no sol.
  • O mercadão com cinco provinhas. Vão ao mercado municipal da cidade com uma regra: cinco provinhas cada um, nada de prato feito. Um pedaço de queijo, uma fruta que vocês nunca comeram, uma azeitona estranha, um doce de outro estado. No fim, cada um elege a melhor descoberta do outro.
  • Uma volta na roda-gigante à noite. A do parque de diversões ou da festa junina serve. Uma volta só, com a cidade acesa lá embaixo. Cada um aponta onde já morou, onde trabalha e onde quer morar um dia. Cabe numa hora com o caminho, e ninguém precisa de reserva.
  • Karaokê de cabine. Reservem uma sala privativa de karaokê por uma hora, e não o palco do bar. Só vocês dois, a tela e o catálogo inteiro de sertanejo, pagode e brega. Revezem a escolha e deixem um dueto para os últimos cinco minutos.
  • Câmera descartável de 27 poses. Comprem uma câmera descartável e gastem as 27 poses na noite, onde quer que vocês estejam. Levem para revelar e não espiem por uma semana. Buscar as fotos juntos já é o próximo encontro.

Quando a vontade for de mais programas na rua, o baralho de ideias de date tem trinta. E outros guias por ocasião estão na página de artigos.

Perguntas frequentes

Quando é o Dia dos Namorados no Brasil e por que é em 12 de junho?

No Brasil a data é 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, comemorado em 13 de junho. Em Portugal e em boa parte do mundo o dia é 14 de fevereiro. Por aqui, a data cai em plena temporada de festas juninas, no começo do inverno.

O que fazer no Dia dos Namorados em casa sem gastar nada?

Montem um arraiá para dois na varanda com bandeirinhas de papel, leiam a primeira mensagem do WhatsApp em voz alta, façam a unha um do outro ou abram o museu de vocês dois com objetos da casa e etiquetas de fita crepe. Nenhuma dessas ideias pede fogão.

Que programa de Dia dos Namorados funciona quando a data cai no meio da semana?

Encolham o programa: pão na chapa no balcão da padaria antes do trabalho, cinema na hora do almoço ou um caldinho no boteco na saída do expediente. Outra saída é comemorar no dia 13 ou no sábado, de propósito, com restaurante mais vazio e preço normal.

O que fazer no primeiro Dia dos Namorados de um casal novo?

Combinem antes quanto vão gastar e se a noite vai ser animada ou tranquila. Depois escolham algo leve, como um presente com tema de festa junina, a disputa da figurinha mais brega ou a primeira foto dos dois impressa num porta-retrato. Isso tira o peso da data.

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