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89 perguntas para noivos fazerem um ao outro antes do casamento

Estas perguntas para noivos são para quem já marcou a data ou está quase lá, organizadas por situação: a primeira conta juntos, a casa de quem, o domingo na sogra, a próxima briga. São 89. Cada um responde sozinho e depois vocês trocam as folhas. Não existe resposta certa: a diferença é melhor descobrir antes.

Equipe Twosies ·

Duas pessoas à mesa da cozinha à noite, mãos perto de duas canecas e de um caderno com duas folhas de papel, uma conversa tranquila antes do casamento.

Como usar: respondam separados, depois troquem as folhas

Uma seção por noite. Cada um responde sozinho numa folha, dez minutos, sem espiar. Depois vocês trocam as folhas e leem em silêncio antes de comentar. Onde as respostas batem, é só marcar. Onde não batem, anotem a diferença numa linha e escolham um dia para voltar a ela: resposta diferente é assunto para combinar, não veredito sobre o casal. Se a distância parecer grande demais, um terapeuta de casal ajuda nisso. Para noites sem tema sério, temos perguntas para o parceiro.

A primeira vez que o dinheiro dos dois vai para a mesma mesa

  • A fatura chega com uma TV em 12x, e o outro nem sabia da compra. A partir de que valor a compra pede conversa antes?
  • Um ganha bem mais que o outro. As contas da casa ficam meio a meio ou proporcionais, e como é dizer o seu salário em voz alta?
  • A “conta da casa”: cada um manda um Pix por mês. Quanto, em que dia, e o que sai dela: aluguel, mercado, internet?
  • Antes do financiamento, o banco consulta o CPF dos dois. O que aparece no seu, e qual é a história?
  • Sua mãe pede ajuda com a conta de luz todo mês. Esse valor continua depois do casamento, e quem decide se aumenta?
  • O financiamento do carro de um de vocês ainda tem 30 parcelas. Depois do casamento, a dívida é dos dois ou de quem fez?
  • O 13º caiu em dezembro. Viagem, quitar o cartão ou reserva de emergência?
  • VR e VA: entram no mercado do mês ou cada um usa o seu como quiser?
  • Um de vocês é autônomo e o ganho muda todo mês. Num mês fraco, quem cobre o quê?
  • Um dos dois perde o emprego. Por quanto tempo o outro segura as contas sozinho, e o que vocês cortam primeiro?
  • Um amigo pede R$ 2 mil “até o mês que vem”. Quem pode emprestar sem consultar o outro, e até quanto?

Anna: O sofá eu parcelei em 10x, e o Sam só compra à vista. Combinamos: acima de R$ 500, a gente conversa antes. Sobre parcelar ou não, ainda não chegamos a um acordo.

Onde vocês vão morar, e em qual cidade

  • O apartamento mais barato fica a duas quadras da sua mãe. Vocês aceitam, ou sogra perto pesa mais que o aluguel?
  • Financiar 30 anos pela Caixa ou seguir no aluguel e juntar? Que parcela deixa vocês dormirem tranquilos?
  • A proposta de emprego é em outra capital. Quem largaria o quê: o trabalho, a faculdade, a praia, a pelada de quinta?
  • Morar na casa dos pais “só até juntar a entrada”. Topam? Por quanto tempo, e na casa de quem?
  • Apartamento na planta ou usado? Condomínio com piscina e taxa alta, ou casa sem portaria?
  • Cópia da chave de casa: quem mais ganha uma, sua mãe, sua irmã, a diarista?
  • Um carro para os dois ou dois carros? E quem fica com ele no dia a dia?
  • O sofá de um, a cama do outro, a estante da avó. O que entra na casa nova e o que vai para a OLX?
  • Depois do chá de panela, a casa fica com a cara de quem: as cores, os quadros, a planta na sala?
  • Daqui a dez anos: capital, interior ou litoral? Escrevam o nome da cidade.

Filhos ou não, e a vida em volta da resposta

Não ter filhos, adotar, fazer FIV: tudo isso também é resposta. Pulem o que não combina com o plano de vocês.

  • No aniversário do afilhado, alguém solta “e vocês, quando?”. Na folha: sim, não ou não sei? Se sim, quantos?
  • A avó já escolheu o nome do bisneto. Tem um nome que você ama e um que vetaria?
  • A licença-paternidade é bem mais curta que a maternidade. Como vocês dividem os primeiros meses?
  • Engravidar pode levar um ano, não um mês. Até onde cada um iria: exames, tratamento, adoção, parar?
  • Sua mãe se oferece para cuidar do bebê todo dia. Quem decide as regras na casa dela?
  • Escola pública, particular, bilíngue, colégio de freiras? Quanto do orçamento vai para isso?
  • Muita gente cresceu levando chinelada. O que você repetiria da criação que teve, e o que fica de fora?
  • Festa infantil com buffet, tema e lembrancinha, ou bolo em casa com os primos?
  • Antes do bebê, um cachorro. Quem passeia às 6h e quem leva ao veterinário?
  • O carro tem cinco lugares. Um filho só ou irmãos, e com quanta diferença de idade?

Sam: Eu escrevi “escola pública perto de casa”, a Anna escreveu “particular, nem que aperte”. A gente não tem filho ainda. Deixamos anotado e combinamos de voltar quando o assunto ficar real.

Duas famílias, um Natal só

  • Natal na casa da sua mãe e Ano-Novo na praia com a família do outro? Como fica o revezamento, e quem avisa?
  • Almoço de domingo na casa da sogra: todo domingo, a cada quinze dias ou só em data especial?
  • Sua mãe manda áudio de três minutos todo dia às 7h. Quanto contato com os pais cada um espera depois do casamento?
  • No grupo da família, uma tia solta uma indireta sobre o seu par. Quem responde, e onde: no grupo, no privado, ou ninguém?
  • Sua mãe aparece sem avisar “só para deixar um bolo”. Pode, ou precisa avisar antes?
  • Seu primo pede que um de vocês seja fiador do aluguel dele. Qual é a resposta padrão de vocês?
  • Um dia um dos pais precisa morar com vocês. Tem espaço, e quem cuida?
  • No almoço de família, o que nunca entra na conversa: política, salário, gravidez?
  • Casamento do primo no interior, oito horas de estrada. Vão sempre os dois, ou cada um vai na festa da sua família?
  • Uma família fala alto e se mete em tudo, a outra é reservada. Na casa barulhenta, do que o mais quieto precisa?
  • Férias com os sogros: todo ano, às vezes ou nunca?

Anna: Minha mãe é de Recife, a família do Sam é de BH, e as duas contam com a gente no Natal. Este ano vamos para Recife. O Ano-Novo ainda está em aberto, e vamos decidir em outubro.

Uma terça-feira comum, às sete da noite

  • Um chega às 19h, o outro às 21h, depois da faculdade. Jantam juntos ou cada um come quando chega?
  • Diarista toda semana, a cada quinze dias, ou faxina juntos no sábado?
  • Mensagem do chefe no WhatsApp às 22h. Responde na hora, de manhã, ou depende de quê?
  • Tampa do vaso levantada, panela “de molho” desde ontem. O que você aguenta e o que vai virar briga?
  • Futebol na quarta, happy hour na sexta. Quantas noites por semana cada um tem com os amigos?
  • Novela, jogo do time, série: quem fica com a TV da sala, e precisa de uma segunda?
  • Compra do mês: vão juntos ao atacarejo com lista, ou quem passar no mercado compra o que faltar?
  • O chuveiro elétrico pesa na conta de luz. Banho de quinze minutos é direito ou desperdício, e quem toma primeiro de manhã?
  • Os 30 dias de férias: todos juntos, ou parte com a família ou os amigos?
  • Amigos aparecendo de surpresa numa quarta: casa aberta, ou só com combinado?

Depois do casamento, as perguntas sobre o relacionamento viram uma conversa curta por mês.

A próxima briga, antes de ela acontecer

  • Na última briga de verdade, você ficou em silêncio ou subiu o tom? E o outro?
  • Briga séria por WhatsApp vale, ou só pessoalmente?
  • Uma palavra que pausa a discussão, tipo “tempo” ou “pipoca”. Qual seria a de vocês?
  • Sair para dar uma volta no quarteirão para esfriar: vale? Sair batendo a porta: nunca?
  • A discussão começa no almoço de família. Que sinal vocês combinam para continuar em casa?
  • Tem frase que machuca muito depois da briga. Qual vocês combinam nunca dizer, nem com raiva?
  • Brigadeiro de panela, um “desculpa” dito em voz alta, um abraço sem falar nada. O que faz as pazes com você?
  • O cartão estourou no fim do mês. Quem puxa o assunto, e em que hora (não no meio do jantar)?
  • A mesma briga volta pela terceira vez. Quando vocês procuram terapia de casal?
  • Na raiva, alguém diz “então cancela o casamento”. O que essa frase significa para cada um?

Sam: Eu visualizo e não respondo; a Anna manda cinco mensagens seguidas. Combinamos que eu escrevo “preciso de uma hora” e volto. Às vezes funciona, às vezes não.

Quer ver como vocês costumam brigar? Façam o teste como vocês brigam. Se um se fecha e o outro corre atrás, vale ler sobre tipos de apego.

Intimidade, fidelidade e o que fica entre vocês

  • Curtida em foto antiga de ex, seguir alguém novo às 2h. Onde fica a linha para você?
  • Despedida de solteiro: o que pode, o que não pode, e quem conta como foi?
  • Carnaval: bloco com os amigos sem o par. Vai, vai junto, ou não vai?
  • Aula de forró com outra pessoa de par. Tranquilo para você?
  • Senha do celular e do app do banco: os dois sabem, ou cada um guarda a sua?
  • Quando um sai à noite, a mensagem “chegou bem?” é obrigatória ou exagero?
  • Melhor amiga, grupo dos amigos: o que da vida de vocês pode sair de casa, e o que não sai?
  • Algo no sexo não está bom. Como você quer ouvir isso: na hora, no café do dia seguinte, por mensagem?
  • O nome de um ex aparece numa festa de amigos. Quanto do passado do outro você quer saber: nomes, como terminou, nada?
  • Um remédio de uso contínuo, uma terapia, uma doença na família. Que informação de saúde o outro precisa ter antes do cartório?

Isto não é terapia: se alguma pergunta trouxer medo ou pressão, guardem a lista e liguem 190 ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Se aparecerem pensamentos de se machucar, ligue 188 (CVV). Fora do Brasil, procure o serviço de emergência local.

O que o dia significa, e o que vem depois

  • Cartório numa terça ou igreja com tudo? O que esse dia precisa ter para ser de vocês?
  • Quem paga a festa: vocês, os pais, as duas famílias? E quem conta isso para os pais?
  • Missa, culto, centro espírita, terreiro ou nada. Quanta religião vocês querem em casa, e o filho é batizado?
  • Sobrenome: acrescentar o do outro, manter o seu? E o dos filhos?
  • Comunhão parcial ou separação total no cartório. O que cada um quer proteger: um imóvel, uma empresa, uma dívida?
  • O curso de noivos da igreja: vocês fariam, e o que esperam dele?
  • Padrinhos: quem vocês chamam, e o que esperam dessas pessoas depois da festa?
  • O dinheiro que sobrar: lua de mel ou entrada do apartamento?
  • Os amigos dos seus pais na lista de convidados. A festa é de vocês ou da família?

A última rodada: daqui a cinco anos e o que ainda não foi dito

  • Daqui a cinco anos. Escrevam o endereço, os trabalhos e quem mora na casa, a lápis.
  • Num casamento de amigos, alguém faz um discurso sobre vocês daqui a cinco anos. Que frase você queria ouvir?
  • Complete na sua folha: “Quando a gente casar, eu imagino que você…”. Depois leiam o final um do outro.
  • Algo que você queria contar antes do casamento: uma dívida, uma dúvida, uma história antiga. Hoje, ou numa data marcada?
  • Um áudio de um minuto para ouvirem juntos no primeiro aniversário de casamento. O que você grava hoje?
  • O que vocês querem na casa de vocês que a casa dos seus pais não tinha: mais conversa, menos grito, mesa posta no domingo?
  • Um apelido, uma piada interna, o pão de queijo de sábado. O que não pode se perder depois do casamento?
  • As duas folhas na mesa: gaveta, caderno ou lixo? E qual seção vocês trocam na próxima?

Para ir mais fundo em outra noite, há as perguntas profundas para casal. Mais listas nos nossos artigos.

Perguntas frequentes

O que conversar antes de casar?

Dinheiro, onde morar, filhos, as duas famílias, como vocês brigam e o que cada um entende por fidelidade. Não tem tema mais importante que os outros. Um bom começo é o assunto que vocês sempre deixam para depois: se os dois riem e mudam de assunto, é por ele que vale começar.

Vale fazer essas perguntas se a gente já mora junto?

Vale, e muitas vezes rende mais. Morar junto resolve a louça e o aluguel, mas não resolve sobrenome, regime de bens, filhos ou o Natal de quem. Pulem o que já está combinado na prática e fiquem nas seções em que a resposta de vocês ainda é "a gente vê depois".

É normal ter dúvidas antes do casamento?

É, acontece com muita gente. Tente separar o frio na barriga de uma mudança grande de uma coisa específica que vocês ainda não conversaram. A segunda costuma ter nome. Se a dúvida vem de medo ou pressão, fale com alguém de fora da relação; no Brasil, ligue 190 ou 180 (Central de Atendimento à Mulher).

E se as respostas forem diferentes?

Resposta diferente não é sentença. Anotem a diferença numa linha, combinem um primeiro passo pequeno e marquem um dia para voltar ao assunto, uma semana depois está ótimo. Se a distância continuar grande depois de algumas rodadas, um terapeuta de casal ajuda exatamente nessa conversa.

Precisa falar de regime de bens antes de casar?

Precisa, nem que seja para confirmar o padrão. Se ninguém escolher, vale a comunhão parcial; outro regime pede pacto antenupcial no cartório. Para vocês dois, é uma conversa sobre dinheiro e sobre o que acontece num momento difícil. Os detalhes ficam com o tabelião ou um advogado.

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